sábado, 20 de dezembro de 2014

Lançamento E-Book _ Palhaços Excêntricos Musicais

     AutorErminia Silva e Celso Amâncio de Melo Filho
EditoraGrupo Off-Sina (Produção)
Ano: 2014
Edição: 1º Edição
Páginas: 161
Onde Encontrar: PDF e E-Book disponíveis abaixo


Sinopse:

APRESENTAÇÃO

Em O Nome da Rosa, de Umberto Eco, o monge franciscano Guilherme de Baskerville conversa com um mestre vidreiro, beneditino, encarregado da reposição dos pequenos vidros dos imensos vitrais da abadia. O mestre vidreiro lamenta que por mais que labore não consegue dar aos vidros que fabrica as mesmas cores, as mesmas transparências, a mesma beleza que os antigos mestres, de há quase quatrocentos anos (a ação do romance dá-se no século XIII), construtores da abadia e criadores dos vitrais, conseguiram. E conclui o beneditino: “os antigos eram gigantes. Nós somos anões”. Guilherme de Baskerville, espírito aberto às mudanças do mundo, reflete um momento e concorda com o mestre vidreiro. “É verdade, nós somos anões. Mas somos anões nas costas de gigantes de tal forma que podemos ver melhor e mais longe do que os próprios gigantes conseguiram enxergar.” Não são as exatas palavras de Umberto Eco em O Nome da Rosa, lidas há mais de trinta anos, mas é esse o raciocínio e ele veio de pronto ao terminar a leitura deste livro de Erminia Silva e Celso Amâncio de Melo Filho.

O livro é sobre o palhaço circense, mais especificamente sobre um deles, o palhaço excêntrico musical. No entanto, não existe assunto único, qualquer assunto sempre refere a outros assuntos e, então, o livro se desdobra em história e organização do circo tradicional, processos de aprendizado artístico, o caráter múltiplo do espetáculo circense e algumas de suas figuras emblemáticas como Benjamim de Oliveira e Doracy e Alvina Campos. Não bastasse os autores traçam a ponte entre a tradição circense e a contemporaneidade evidenciando a importância das técnicas e procedimentos do espetáculo circense na construção espetáculos de novos grupos oriundos da música, do teatro, da performance, como o grupo Off-Sina e a Cia Teatral Turma do Biribinha e o Circo Amarillo. Por fim, o livro reafirma uma verdade que finalmente começa a se firmar: o artista de circo não pode ser encerrado numa idealização romântica de uma hipotética pureza da tradição. Ele sempre foi contemporâneo, sempre fez a transição entre as técnicas e a mentalidade do passado e as novas ideias e técnicas que os novos tempo s requeriam e necessitavam. O artista circense também não pode ser relegado a simples rodapé na história das artes e espetáculos como querem os pesquisadores e historiadores das “artes cultas”. O artista circense é, e sempre foi, extraordinariamente maior do que pode imaginar o senso comum ou o preconceito que, desde o século XVIII, a cultura dominante abriga e dissemina: o circo é divertimento das classes menos abastadas e como tal é um amontoado grosseiro de técnicas sofríveis que não conseguiriam alçar à altura de uma verdadeira Poética.

Há tempos que a historiadora Erminia Silva investe contra esse tipo de desinformação e de preconceito. Desde sua dissertação de mestrado sobre a socialização/formação/aprendizado de técnicas e práticas circenses no chamado circo-família, ela desvela um mundo onde a educação artística atingia níveis de qualidade, amplidão e conhecimento, processos de aprendizado e rigor, inimagináveis em nossas melhores escolas de formação artística. E em sua tese de doutorado aborda uma figura lendária na história do circo, Benjamim de Oliveira, com um alcance muito além da figura de palhaço, como ficou conhecido. Benjamim foi uma figura múltipla – ator, dramaturgo, diretor, compositor, instrumentista, empresário e empreendedor. Um artista que dialogou com outras linguagens e meios de comunicação da época, transitando com desenvoltura entre a tradição e a contemporaneidade. E isso, como elucida a autora, não se deveu a um isolado gênio criativo, mas estava perfeitamente em consonância com as formas e práticas do aprendizado artístico característico do circo. A inventividade de Benjamim de Oliveira lançou raízes e pode se desenvolver porque existia o terreno fértil da formação artística circense. Uma formação rigorosa, múltipla, completamente aberta às inovações e ao trânsito com outras linguagens.

No presente livro, Erminia retoma Benjamim de Oliveira e o compara a outra figura, Doracy Campos que com sua mulher, Alvina Campos, tornou-se emblema desse artista múltiplo, na segunda metade do século XX. Doracy empreendeu, inventou, criou técnicas, transitou por vários veículos de comunicação e linguagens artísticas, fez o que a sólida formação de artista circense lhe possibilitou: tornar-se um artista completo. Doracy tornou-se mais conhecido como palhaço excêntrico musical Treme-Treme que fez dupla com a palhaça Corrupita, criada por sua mulher Alvina. Ambos marcaram época nas duas últimas quadras do século XX. E aqui voltamos ao foco destas pesquisas de Erminia Silva e Celso Amâncio de Melo Filho, o palhaço excêntrico musical, um tipo que sintetiza em si toda a multiplicidade da formação do circense: ator, acrobata, inventor, cenógrafo, figurinista, dramaturgo, palhaço, instrumentista e compositor musical. Além é claro de empresário e empreendedor, funções básicas do artista circense.

Numa escrita clara, sugestiva, altamente envolvente Celso e Erminia abrem, passo a passo, o caminho em direção à essa figura iluminada do palhaço excêntrico, mais um “ser” do que um personagem. Uma figura fora do centro, fora das regras, aberto como criança a quaisquer estímulos que logo se transformam em riso e alegria em razão da maneira inusitada, inventiva com que processa e dialoga com a realidade. Uma figura risonha e ao mesmo tempo poética porque vasculha as coisas cotidianas e extrai delas ora elementos grotescos, ora elementos tão delicados que alcançam o patético, o terno, o avesso da matéria de que as coisas cotidianas são feitas. Um mágico sem truques que consegue extrair harmonias musicais de garrafas, penicos e latas, fazer música atirando moedas sobre uma pedra, consegue buscar sons, ruídos cômicos e notas musicais de bexigas e bombas de bicicletas, harmonizando, transformando numa pequena sinfonia sons, ruídos e notas musicais. O excêntrico musical traz a magia ao mundo cotidiano e revela que os mais toscos objetos cotidianos podem abrigar dentro de si uma potência inusitada quando tocados com outros objetivos. Os objetos não são o que aparentam e revelam-se em sua grandeza harmônica, revelam-nos a própria alma de que também são feitos. Esse é o mais alto grau de magia. Nada no mundo é o que aparenta. Essa é a verdade risonha que o palhaço excêntrico musical nos oferece. O tonto é sábio como só o sábio reconhece.

Como se vê, esta não é uma Apresentação rigorosa, mas isso decorre do alto poder sugestivo do trabalho desses dois pesquisadores. Não é possível uma leitura fria do livro, nem ater-se a um único assunto. Neste livro não entramos apenas na discussão teórica do palhaço excêntrico musical, entramos no universo circense, em sua história, seu complexo e rigoroso processo de formação artística fundamentado na preservação da tradição e, ao mesmo tempo, na sede da inovação; na abertura para quaisquer linguagens artísticas, na predisposição para a criação de novas formas e invenção de novos artefatos que possam alçar a arte a níveis sempre mais altos. É um livro que se lê imaginando, participando da mesma aventura e com uma vontade nostálgica e absurda de ter nascido na década de 40 do século XX e fugir, ainda menino, com um circo para aprender a fazer arte. Como Doracy Campos fez. Ou como Benjamim de Oliveira fez ainda no século XIX.

No entanto, na leitura do livro não aflora nenhum sentimento nostálgico em relação ao circo. Não há lamúrias passadistas. Não há o mais leve lamento sobre um hipotético paraíso perdido. Ao contrário, os autores deixam evidenciado que o circo é bem mais que uma lona e artistas ambulantes. O circo é um bem imaterial, é um processo de formação artística, um conjunto de técnicas rigorosas que trazem consigouma visão artística de mundo. É uma linguagem de comunicação variada e dinâmica que se traduz em um espetáculo diferenciado de outros espetáculos artísticos. E nesse sentido o circo não morre, morre a forma como ele se apresenta, imediatamente substituída por outra, seja debaixo de uma lona ou não.

Celso e Erminia após relatarem como o valioso processo de criação artística do circo transferiu-se para as escolas de circo sendo assim preservado, analisam casos de grupos de artistas que derivaram para a estética circense tendo como foco o palhaço excêntrico musical, como o Grupo Off-Sina e o Circo Amarillo. E abrem igualmente espaço para o relato do processo de reinvenção de um coletivo circense, a Cia Teatral Turma do Biribinha. São saborosas e altamente esclarecedoras as histórias desses grupos pesquisados. Revelam a força que o espetáculo circense exerceu sobre esses profissionais motivando-os a reinventá-lo ou apreendê-lo com a ajuda e ensinamentos do próprio mestre Doracy Campos, como foi o caso do Grupo Off-Sina. São aventuras exemplares de como o circo, entendido como linguagem, permanece sob outras formas, em outros espaços, com outras histórias de construção. E evidência que circo é uma linguagem múltipla, altamente dinâmica, rigorosa, que tangencia os limites do corpo, do espírito e da invenção. E o palhaço excêntrico musical tornou-se seu mastro.

E, de lambujem, como se dizia na época do circo-família, o livro traz depoimentos de novos circenses, filhos da contemporaneidade, mas formados com o velho rigor artístico da tradição.

Enfim, é um livro que vale a pena. Mesmo porque não é pena nenhuma, mas um prazer, mergulhar neste livro.

Luís Alberto de Abreu

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Lançamento E-Book Palhaços Excêntricos Musicais







AutorErminia Silva e Celso Amâncio de Melo Filho
EditoraGrupo Off-Sina (Produção)
Ano: 2014
Edição: 1º Edição
Páginas: 161
Onde Encontrar: www.circonteúdo.com.br 

Sinopse:
 
APRESENTAÇÃO

Em O Nome da Rosa, de Umberto Eco, o monge franciscano Guilherme de Baskerville conversa com um mestre vidreiro, beneditino, encarregado da reposição dos pequenos vidros dos imensos vitrais da abadia. O mestre vidreiro lamenta que por mais que labore não consegue dar aos vidros que fabrica as mesmas cores, as mesmas transparências, a mesma beleza que os antigos mestres, de há quase quatrocentos anos (a ação do romance dá-se no século XIII), construtores da abadia e criadores dos vitrais, conseguiram. E conclui o beneditino: “os antigos eram gigantes. Nós somos anões”. Guilherme de Baskerville, espírito aberto às mudanças do mundo, reflete um momento e concorda com o mestre vidreiro. “É verdade, nós somos anões. Mas somos anões nas costas de gigantes de tal forma que podemos ver melhor e mais longe do que os próprios gigantes conseguiram enxergar.” Não são as exatas palavras de Umberto Eco em O Nome da Rosa, lidas há mais de trinta anos, mas é esse o raciocínio e ele veio de pronto ao terminar a leitura deste livro de Erminia Silva e Celso Amâncio de Melo Filho.
O livro é sobre o palhaço circense, mais especificamente sobre um deles, o palhaço excêntrico musical. No entanto, não existe assunto único, qualquer assunto sempre refere a outros assuntos e, então, o livro se desdobra em história e organização do circo tradicional, processos de aprendizado artístico, o caráter múltiplo do espetáculo circense e algumas de suas figuras emblemáticas como Benjamim de Oliveira e Doracy e Alvina Campos. Não bastasse os autores traçam a ponte entre a tradição circense e a contemporaneidade evidenciando a importância das técnicas e procedimentos do espetáculo circense na construção espetáculos de novos grupos oriundos da música, do teatro, da performance, como o grupo Off-Sina e a Cia Teatral Turma do Biribinha e o Circo Amarillo. Por fim, o livro reafirma uma verdade que finalmente começa a se firmar: o artista de circo não pode ser encerrado numa idealização romântica de uma hipotética pureza da tradição. Ele sempre foi contemporâneo, sempre fez a transição entre as técnicas e a mentalidade do passado e as novas ideias e técnicas que os novos tempos requeriam e necessitavam. O artista circense também não pode ser relegado a simples rodapé na história das artes e espetáculos como querem os pesquisadores e historiadores das “artes cultas”. O artista circense é, e sempre foi, extraordinariamente maior do que pode imaginar o senso comum ou o preconceito que, desde o século XVIII, a cultura dominante abriga e dissemina: o circo é divertimento das classes menos abastadas e como tal é um amontoado grosseiro de técnicas sofríveis que não conseguiriam alçar à altura de uma verdadeira Poética.


Há tempos que a historiadora Erminia Silva investe contra esse tipo de desinformação e de preconceito. Desde sua dissertação de mestrado sobre a socialização/formação/aprendizado de técnicas e práticas circenses no chamado circo-família, ela desvela um mundo onde a educação artística atingia níveis de qualidade, amplidão e conhecimento, processos de aprendizado e rigor, inimagináveis em nossas melhores escolas de formação artística. E em sua tese de doutorado aborda uma figura lendária na história do circo, Benjamim de Oliveira, com um alcance muito além da figura de palhaço, como ficou conhecido. Benjamim foi uma figura múltipla – ator, dramaturgo, diretor, compositor, instrumentista, empresário e empreendedor. Um artista que dialogou com outras linguagens e meios de comunicação da época, transitando com desenvoltura entre a tradição e a contemporaneidade. E isso, como elucida a autora, não se deveu a um isolado gênio criativo, mas estava perfeitamente em consonância com as formas e práticas do aprendizado artístico característico do circo. A inventividade de Benjamim de Oliveira lançou raízes e pode se desenvolver porque existia o terreno fértil da formação artística circense. Uma formação rigorosa, múltipla, completamente aberta às inovações e ao trânsito com outras linguagens.


No presente livro, Erminia retoma Benjamim de Oliveira e o compara a outra figura, Doracy Campos que com sua mulher, Alvina Campos, tornou-se emblema desse artista múltiplo, na segunda metade do século XX. Doracy empreendeu, inventou, criou técnicas, transitou por vários veículos de comunicação e linguagens artísticas, fez o que a sólida formação de artista circense lhe possibilitou: tornar-se um artista completo. Doracy tornou-se mais conhecido como palhaço excêntrico musical Treme-Treme que fez dupla com a palhaça Corrupita, criada por sua mulher Alvina. Ambos marcaram época nas duas últimas quadras do século XX. E aqui voltamos ao foco destas pesquisas de Erminia Silva e Celso Amâncio de Melo Filho, o palhaço excêntrico musical, um tipo que sintetiza em si toda a multiplicidade da formação do circense: ator, acrobata, inventor, cenógrafo, figurinista, dramaturgo, palhaço, instrumentista e compositor musical. Além é claro de empresário e empreendedor, funções básicas do artista circense.

Numa escrita clara, sugestiva, altamente envolvente Celso e Erminia abrem, passo a passo, o caminho em direção à essa figura iluminada do palhaço excêntrico, mais um “ser” do que um personagem. Uma figura fora do centro, fora das regras, aberto como criança a quaisquer estímulos que logo se transformam em riso e alegria em razão da maneira inusitada, inventiva com que processa e dialoga com a realidade. Uma figura risonha e ao mesmo tempo poética porque vasculha as coisas cotidianas e extrai delas ora elementos grotescos, ora elementos tão delicados que alcançam o patético, o terno, o avesso da matéria de que as coisas cotidianas são feitas. Um mágico sem truques que consegue extrair harmonias musicais de garrafas, penicos e latas, fazer música atirando moedas sobre uma pedra, consegue buscar sons, ruídos cômicos e notas musicais de bexigas e bombas de bicicletas, harmonizando, transformando numa pequena sinfonia sons, ruídos e notas musicais. O excêntrico musical traz a magia ao mundo cotidiano e revela que os mais toscos objetos cotidianos podem abrigar dentro de si uma potência inusitada quando tocados com outros objetivos. Os objetos não são o que aparentam e revelam-se em sua grandeza harmônica, revelam-nos a própria alma de que também são feitos. Esse é o mais alto grau de magia. Nada no mundo é o que aparenta. Essa é a verdade risonha que o palhaço excêntrico musical nos oferece. O tonto é sábio como só o sábio reconhece.

Como se vê, esta não é uma Apresentação rigorosa, mas isso decorre do alto poder sugestivo do trabalho desses dois pesquisadores. Não é possível uma leitura fria do livro, nem ater-se a um único assunto. Neste livro não entramos apenas na discussão teórica do palhaço excêntrico musical, entramos no universo circense, em sua história, seu complexo e rigoroso processo de formação artística fundamentado na preservação da tradição e, ao mesmo tempo, na sede da inovação; na abertura para quaisquer linguagens artísticas, na predisposição para a criação de novas formas e invenção de novos artefatos que possam alçar a arte a níveis sempre mais altos. É um livro que se lê imaginando, participando da mesma aventura e com uma vontade nostálgica e absurda de ter nascido na década de 40 do século XX e fugir, ainda menino, com um circo para aprender a fazer arte. Como Doracy Campos fez. Ou como Benjamim de Oliveira fez ainda no século XIX.

No entanto, na leitura do livro não aflora nenhum sentimento nostálgico em relação ao circo. Não há lamúrias passadistas. Não há o mais leve lamento sobre um hipotético paraíso perdido. Ao contrário, os autores deixam evidenciado que o circo é bem mais que uma lona e artistas ambulantes. O circo é um bem imaterial, é um processo de formação artística, um conjunto de técnicas rigorosas que trazem consigouma visão artística de mundo. É uma linguagem de comunicação variada e dinâmica que se traduz em um espetáculo diferenciado de outros espetáculos artísticos. E nesse sentido o circo não morre, morre a forma como ele se apresenta, imediatamente substituída por outra, seja debaixo de uma lona ou não.

Celso e Erminia após relatarem como o valioso processo de criação artística do circo transferiu-se para as escolas de circo sendo assim preservado, analisam casos de grupos de artistas que derivaram para a estética circense tendo como foco o palhaço excêntrico musical, como o Grupo Off-Sina e o Circo Amarillo. E abrem igualmente espaço para o relato do processo de reinvenção de um coletivo circense, a Cia Teatral Turma do Biribinha. São saborosas e altamente esclarecedoras as histórias desses grupos pesquisados. Revelam a força que o espetáculo circense exerceu sobre esses profissionais motivando-os a reinventá-lo ou apreendê-lo com a ajuda e ensinamentos do próprio mestre Doracy Campos, como foi o caso do Grupo Off-Sina. São aventuras exemplares de como o circo, entendido como linguagem, permanece sob outras formas, em outros espaços, com outras histórias de construção. E evidência que circo é uma linguagem múltipla, altamente dinâmica, rigorosa, que tangencia os limites do corpo, do espírito e da invenção. E o palhaço excêntrico musical tornou-se seu mastro.

E, de lambujem, como se dizia na época do circo-família, o livro traz depoimentos de novos circenses, filhos da contemporaneidade, mas formados com o velho rigor artístico da tradição.

Enfim, é um livro que vale a pena. Mesmo porque não é pena nenhuma, mas um prazer, mergulhar neste livro.

Luís Alberto de Abreu







terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ESLIPA 2015 - Inscrições Abertas



Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da ESLIPA 2015.

Leia abaixo o Regulamento e solicite a ficha de inscrição através do e-mail eslipa2015@gmail.com


REGULAMENTO

PROCESSO SELETIVO DA ESLIPA -ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015

O GRUPO OFF-SINA torna público o presente Regulamento do Processo Seletivo da ESLIPA -ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 em conformidade com o disposto no projeto “Circo na porta de casa” e suas eventuais modificações no que lhe for aplicável.

1. DO OBJETO

1.1. Promover, mediante seleção, a concessão de 20 (vinte) bolsas de estudo a artistas na ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015, a ser realizada na Escola Nacional de Circo, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), durante 09 (nove) meses consecutivos, no período de 23 de fevereiro a 31 de outubro de 2015, no horário das 14 às 22 horas, nas seguintes datas:


Módulo 1 – 23 a 28 de fevereiro 

Módulo 2 – 16 a 21 de março 
Módulo 3 – 13 a 18 de abril 
Módulo 4 – 25 a 30 de maio 
Módulo 5 – 22 a 27 de junho 
Módulo 6 – 27 de julho a 01 de agosto 
Módulo 7 – 24 a 29 de agosto 
Módulo 8 – 21 a 26 de setembro 
Módulo 9 – 26 a 31 de outubro.


1.2. As datas acima mencionadas podem sofrer alterações no decorrer do projeto.



2. DA PROPOSTA

2.1. A ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS é uma iniciativa pedagógica no âmbito das artes circenses, mais precisamente da palhaçaria, um espaço de formação, aperfeiçoamento e qualificação que se propõe a desenvolver uma metodologia de ensino específica para formação do palhaço de forma continuada.



2.2. O ensino da palhaçaria na ESLIPA parte da relação entre dois pilares iniciais: a práxis e a experiência. É a práxis que vai fundamentar a construção do saber, rompendo as dicotomias entre pensar e fazer. O conhecimento não é adquirido somente no exercício intelectual no decurso de uma aula, como também é colocado à prova na atividade do jogo do palhaço, e na observação reflexiva. Desta forma, conceitos abstratos são conectados com a realidade vivida. Assim, a metodologia de ensino parte da experiência de cada um e da experiência-ação com o outro.

2.3. A ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 traz uma metodologia fundamentada na construção colaborativa de novos conhecimentos e troca de saberes, tendo como foco a formação, qualificação e aperfeiçoamento de artistas na arte e no ofício do palhaço.

2.4. A ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 será desenvolvida em 09 módulos, sendo 01 módulo por mês, através de oficinas de palhaço, corpo afetivo, voz, percussão, acordeon, magia cômica, mímica, quedas e cascatas, história do circo, palavra em verso, maquiagem, figurino, manipulação de objeto e dramaturgia.

3. DO PRAZO DE VIGÊNCIA
3.1. Este regulamento entrará em vigor na data de sua publicação e terá validade até o dia 15 de janeiro de 2015.

4. DAS CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO

4.1. Estão habilitados a participar do processo seletivo da ESLIPA -ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 artistas iniciantes e profissionais, brasileiros e estrangeiros, com idade mínima de 18 (dezoito) anos, de ambos os sexos.

4.2. Não poderão se inscrever neste regulamento aqueles que tenham ingressado na ESLIPA - ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS nos anos anteriores e que, por quaisquer razões ou motivos, tenham evadido antes de concluírem a sua capacitação, bem como aqueles que tenham sido desligados em razão dos descumprimentos aos critérios de participação estabelecidos na referida fase.

5. DO VALOR DA BOLSA

5.1. A ESLIPA -ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 concederá 20 (vinte) bolsas de estudos de 100% distribuídas por todas as regiões do Brasil.

6. DAS INSCRIÇÕES

6.1. As inscrições estarão abertas no período de 10 de dezembro de 2014 a 15 de janeiro de 2015.

6.2. Somente serão aceitas inscrições de candidatos enviadas por e-mail para o seguinte endereço eletrônico: eslipa2015@gmail.com sendo desconsideradas as inscrições enviadas após a data de encerramento.

6.3. As inscrições deverão ser encaminhadas com a seguinte identificação:

ESLIPA -ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 
Nome completo do candidato 
País, Estado e Cidade de origem

6.4 Os documentos necessários para inscrição no processo seletivo são os seguintes:
  • Formulário de Inscrição devidamente preenchido e assinado;
  • Carta de Intenção;
  • Currículo;
  • Projeto de apresentação, oficina, montagem de cena/espetáculo, ação em hospitais, asilos, escolas públicas, comunidades, palestras e/ou encontros. Obs: O candidato deverá elaborar um projeto de contra partida pelo recebimento da bolsa de estudos e desenvolvê-lo durante os módulos e/ou após o término do curso.
6.5. Não serão validadas inscrições com formulários preenchidos de maneira incompleta, ilegível e/ou que forem enviados após o dia 15 de janeiro de 2015.

6.6 Todas as inscrições efetuadas corretamente serão homologadas e publicadas no site do GRUPO OFF-SINA (www.offsina.com.br) no dia 30 de janeiro de 2015.

7. DO PROCESSO DE SELEÇÃO:

7.1. Os candidatos inscritos serão avaliados pela Comissão de Seleção em 03 (três) etapas:

1) Habilitação dos candidatos: de 15 a 30 de janeiro de 2015
• Triagem, de caráter eliminatório, com o objetivo de verificar se o candidato cumpre as exigências previstas para inscrição neste regulamento;

2) Avaliação e Seleção dos candidatos: de 23 a 28 fevereiro de 2015
  • Participação no Módulo 1 sob a orientação do Grupo Off-Sina;
  • Entrevista presencial.
3) Resultado Final: 05 de março de 2015.

7.2. Os candidatos serão avaliados de acordo com os seguintes critérios: 

a) Currículo; 
b) Carta de interesse; 
c) Relevância do projeto de contra-partida; 
d) Formação; 
e) Disponibilidade; 
f) Possibilidade de desdobramentos; 
g) Abrangência territorial; 
h) Origem (lonas itinerantes, trupes e grupos, artistas independentes e Escolas de circo e teatro.

7.3. O(a) candidato(a) que, por qualquer razão, não comparecer ao Módulo 1, será automaticamente desclassificado do processo seletivo.

8. DO CRONOGRAMA DO PROCESSO SELETIVO:

8.1. A ESLIPA -ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS 2015 obedecerá o seguinte cronograma:

1a etapa - 
Inscrições 10/12/2014 a 15/01/ 2015
Divulgação da Lista de Inscrições Homologadas - 30/01/2015 

2a etapa – 
Seleção Presencial - 23 a 28/02/2015 
Divulgação da Lista de Selecionados - 05/03/2015 

3a etapa - 
Realização das Matrículas - 05 a 12/03/2015 
Início das Aulas - 16/03/2015

9. DA COMISSÃO DE SELEÇÃO:
9.1. Os candidatos serão avaliados por uma Comissão de Seleção composta por 3 (três) membros do Grupo Off-Sina.

10. DA DIVULGAÇÃO DOS SELECIONADOS:
10.1. A relação dos candidatos(as) aprovados e suplentes como alunos(as) da ESLIPA
– ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 será divulgada na página eletrônica do GRUPO OFF-SINA (www.offsina.com.br) no dia 05 de março de 2015, constando o nome completo, estado e cidade de origem, em ordem de classificação.

11. DA MATRÍCULA:
11.1. Os candidatos selecionados para ingresso na ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 deverão efetuar a matrícula e garantir a vaga, no período de 05 a 12 de março de 2015, através do seguinte e-mail: eslipa2015@gmail.com

11.2. Ocorrendo desistência ou impossibilidade de efetuar a matrícula por parte do selecionado no prazo estipulado, o mesmo será automaticamente desclassificado e sua vaga será destinada a outro candidato, observada a ordem de classificação dos suplentes.

12. DAS OBRIGAÇÕES:
12.1. O bolsista da ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 deverá ter rendimento igual ou superior a 80 % (oitenta por cento) de aproveitamento durante o curso.

12.2. O bolsista deverá encaminhar ao Grupo Off-Sina, até no máximo, 07 (sete) dias após o término de cada módulo, relatório detalhado de atividades.

12.3. A ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015 será realizada em 09 módulos, sendo 01 módulo por mês, durante 05 dias consecutivos, no horário de 14 às 22 horas, com frequência mínima de 80% (oitenta por cento) em cada módulo.

12.4. O bolsista deverá participar de todas as atividades complementares realizadas durante os módulos, bem como, quaisquer outras atividades propostas pela Coordenação Pedagógica, ressalvando alguns casos específicos de impossibilidade de comparecimento, no qual, o candidato deve comunicar a Coordenação Pedagógica por escrito, a sua ausência com, no mínimo, 48 horas de antecedência.

12.5. O bolsista deverá realizer o projeto de contra partida durante a realização dos módulos e/ou após o término do curso, num prazo máximo de até trinta dias após a conclusão.

12.6. O bolsista que não cumprir com as obrigações estabelecidas neste regulamento, será desligado do referido curso e terá sua bolsa concedida a outro candidato, observada a ordem de classificação dos suplentes.

12.7. As despesas com o deslocamento do candidato selecionado de sua residência até a cidade do Rio de Janeiro/RJ, como também sua hospedagem, alimentação e transporte local durante o período do curso, ocorrerão por conta do próprio candidato.

13. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS:
13.1. Será constituída uma Comissão Interna para acompanhamento dos bolsistas na ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS/2015.

13.2. O curso terá início as 14 horas do dia 23 de fevereiro de 2015.

13.3. Os bolsistas autorizam, desde já, ao Grupo Off-Sina o direito de utilizar sua imagem e voz em ações de difusão, sem qualquer ônus.

13.4. O ato da inscrição implica plena aceitação dos termos constantes do presente regulamento.

13.5. Os casos omissos relativos as disposições deste regulamento serão decididos pelo Grupo Off-Sina.

13.6. O presente regulamento ficará a disposição dos interessados no site do GRUPO OFF-SINA (www.offsina.com.br).

Quaisquer dúvidas e/ou esclarecimentos adicionais podem ser obtidos através do seguinte endereço eletrônico: eslipa2015@gmail.com

Rio de Janeiro, 02 de dezembro de 2014.

Richard Riguetti e Lilian Moraes 
Coordenadores Pedagógicos 
ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS